Yi · Intenção
A intenção é a raiz da técnica. Treina-se a calma para que a raiva não cegue e a resposta seja proporcional, oportuna e cirúrgica.
O sistema
Sistema marcial original de raiz empírica, criado e fundado por Pedro P. da Fonseca: cada princípio foi posto à prova no treino antes de entrar no currículo, e o que não resolvia foi deixado de fora. Kung Fu explicitamente orientado ao combate real e à defesa pessoal — não é Sanda, não é Wushu moderno, não é coreografia.
Capacidades do sistema
A intenção é a raiz da técnica. Treina-se a calma para que a raiva não cegue e a resposta seja proporcional, oportuna e cirúrgica.
Condicionamento específico — palma de ferro, punho estruturado, enraizamento — para gerar potência e absorver contacto sem se desestabilizar.
Currículo empírico: defesa e ataque, shadowboxing de braços e pernas, pontapés de todo o tipo — sem saltos nem acrobacia.
A respiração sustenta o resto: sem ela não há calma, estrutura nem continuidade. É o que impede o corpo de bloquear no momento decisivo.
O que é
Quan Fa (técnica do punho) na sua expressão moderna e real: pontapés de todo o tipo, trabalho de mãos, chaves e controlos, cobertura de linhas, leitura de distância e de ritmo. Estuda-se o que serve numa situação concreta.
O que não é
As tao lu (formas) podem servir no início pela resistência que dão, mas são dispensáveis para a luta em si. Não há saltos mortais, não há pontuação, não há tatame nem público: o único critério é a eficácia sob pressão, e é por isso que este Kung Fu não se treina como desporto de combate.
Armas
O trabalho de armas faz-se com o que qualquer pessoa tem à mão — no vestuário ou por perto. Um copo num bar é uma arma; uma caneta é uma excelente arma. Estuda-se o uso, e sobretudo a defesa perante ele.
Percurso marcial · Formação
As artes estudadas antes e durante o desenvolvimento empírico do sistema. Cada uma somou algo concreto ao sistema.
Formação sob a direcção do Sifu Diogo Sant'Ana. A She-Si tem como sede a escola-mãe Lo Leong, em Macau, China — a linhagem formal por trás desta caminhada.
Praticado sob a direcção do Sensei Carmindo Paiva — base sólida de estrutura, distância e economia de gesto.
Formação com um mestre altamente qualificado, agente da PSP e instrutor de defesa pessoal da mesma corporação. Daí vieram pontapés e chaves, hoje integrados no sistema.
Aprendizagem breve sob a direcção do Professor Caldas, numa das melhores escolas de boxe do país. Já não treina com ele, mas essa passagem somou à expressão combativa do sistema.
Deste percurso vieram pontapés, chaves, socos e trabalho de mãos, continuamente aprimorados dentro do método. O empirismo que sustenta o Sei Zin Faat Kuen desenvolveu-se durante e após este estudo formal — não em substituição dele. O percurso pessoal completo está na biografia do instrutor chefe.
O método aprende-se com o corpo, não pela leitura. Trabalho individual ou em grupos muito pequenos, com correcção directa a cada série. Diga o que procura e recebe as opções disponíveis.